Arena ABP 1: Internação compulsória como forma de combate à cracolândia

Conheça a mais nova atividade do XXXV Congresso Brasileiro de Psiquiatria – CBP: a Arena ABP!

A Arena ABP é uma atividade científica inovadora, onde os gladiadores (debatedores) discutirão temas polêmicos relacionados à atuação diária do psiquiatra. Cada um dos convidados terá 15 minutos para exposição, com participação do público para perguntas e respostas após a apresentação.

A primeira delas terá como tema “Internação compulsória como forma de combate à Cracolândia (SP)”. Com mediação do Dr. Angelo Campana, a Arena 1 abordará os seguintes assuntos: visão da política de drogas do estado, com o Dr. Ronaldo Laranjeira (SP); a internação involuntária como um direito do paciente, com o Dr. Marcelo Ribeiro de Araújo (SP); “Cracolândia(s): uma questão humanitária, com o Dr. Mauro Gomes Aranha de Lima (SP); e hierarquia de valores nas formas não voluntárias de internação, com o Dr. Guilherme Peres Messas (SP).

Acerca da importância do tema, o mediador da Arena 1 explica que “a internação compulsória sempre esteve presente na vida do psiquiatra, principalmente para quem trabalha na área clínica e ainda para quem trabalha com pacientes graves na área, que eventualmente precisem de internação. O paciente psiquiátrico, pelas suas características e gravidade da doença, em alguns casos, vai precisar de internação – nem todos, mas quando houver a necessidade de protegê-lo e aos outros, quando há risco pela própria vida, vida de outros ou quadros onde há risco de morte por inanição”. Explicou o Dr. Angelo Campana.

No que concerne à situação da região conhecida como Cracolândia, em São Paulo, o Dr. Angelo Campana destaca a delicadeza do caso: “a grande questão que se coloca é se a pessoa que usa crack tem condições mentais e cerebrais para poder decidir sobre o tratamento, já que o crack é a droga mais forte que nós temos, entre as lícitas ou ilícitas. A população da Cracolândia tem características especiais: são pessoas muitas vezes sem vínculo familiar, vivendo nas ruas, com um consumo muito grave – elas teriam a capacidade e cérebro para discernir em aceitar ou não o tratamento? Muitos ainda têm, certamente, mas outros não. O desafio da cracolândia é justamente conhecer o perfil das pessoas que moram ali, a gravidade do problema que os assola e a indicação ou não de levá-los a uma internação involuntária”.

“Eu faço um convite a todos, que é um tema também que nós, da saúde, acabamos tendo notícia apenas pela mídia. Nesse debate, as pessoas que irão participar já viveram ou ainda vivem diretamente a situação da Cracolândia, que conhecem a fundo. É uma grande oportunidade dos profissionais de saúde poderem debater com quem entende”, finaliza o mediador.

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