Ferreira Gullar defende internação psiquiátrica

Um dos pontos altos da cerimônia de abertura da XXIX CBP foi o talk show com o escritor Ferreira Gullar, a atriz Luíza Tomé, o secretário-executivo da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Mário Theodoro, e o presidente da ABP, Antônio Geraldo da Silva.

Ferreira Gullar mostrou sua indignação com a nova política psiquiátrica do governo federal que, segundo o escritor, acabou com mais de 30 mil leitos psiquiátricos no país. O poeta tem dois filhos com doença mental e disse que se identifica com as pessoas que passam por problemas semelhantes.

Gullar lembrou que, no passado, havia muito preconceito com relação a mostrar que havia um doente mental na família. “Era como se a doença mental fosse uma coisa maldita. Você não adoece do estômago, do rim, do coração, por que não pode adoecer do cérebro?”. Hoje, as pessoas estão mais esclarecidas, mas houve um retrocesso no atendimento aos pacientes.

Para o poeta, os críticos da internação psiquiátrica praticam oportunismo político ao não conhecerem a real situação do doente mental. O escritor reconheceu que, antigamente, havia muitos problemas no tratamento oferecido nos hospitais psiquiátricos, mas, para ele, esses problemas foram superados e não faz sentido “demonizar” a internação psiquiátrica.
Também defensora da internação psiquiátrica, a atriz Luiza Tomé relatou os problemas que enfrentou com dois irmãos dependentes químicos.

Já o secretário-executivo da SEPPIR, Mário Theodoro, disse que o Brasil ainda tem um caminho muito grande para acabar com a desigualdade social e, consequentemente, com os problemas na rede psiquiátrica. “O Brasil é um país que se acostumou com a desigualdade e, pior, que depende da desigualdade”, afirmou.
Ao final da cerimônia de abertura, foi oferecido um coquetel aos congressistas. O show do grupo AfroReggae, que utiliza a música para desenvolver projetos sociais, encerrou o primeiro dia de atividades da XXIX CBP.

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