Lançada campanha “Craque que é Craque não usa Crack”

Um dos grandes inimigos na luta contra o crack é a indústria que fabrica, no fundo do quintal, a droga. A afirmação foi feita pelo coordenador da Central Única das Favelas do Rio Grande do Sul, Manoel Soares, durante o lançamento da campanha “Craque que é craque não usa crack”. Segundo Soares, para fazer frente a essa rede, é preciso construir uma estratégia que desenvolva tecnologias sociais que permitam aos psiquiatras, por meio de interlocutores, entrar nas comunidades e acessar as famílias. A partir daí, começar a fortalecer a família do usuário para, só depois, trabalhar o usuário.  Para Soares, se a família não for trabalhada, não será alçando o sucesso no tratamento do usuário.

A maneira como a Associação Brasileira de Psiquiatria vem tratando o assunto foi elogiada por Soares. Ele ressaltou, no entanto, que é preciso que a campanha entre na vida dos jovens. “Precisamos desencastelar essas idéias, principalmente essa. Ela tem que chegar dentro da comunidade, tem que fazer parte do dia-a-dia das pessoas”, afirmou.  Manoel se propôs a ser a conexão necessária para a realização de mutirões psiquiátricos nas comunidades. Para o coordenador, é preciso que o psiquiatra se aproxime mais da população.

O coordenador da CUFA ainda disse que é preciso estabelecer uma relação entre os profissionais de saúde mental e os religiosos. Segundo Soares, muitas instituições religiosas não conseguem compreender como o conhecimento do psiquiatra pode auxiliar no tratamento do usuário de droga. Por outro lado, há muitos profissionais de saúde mental que ignoram o poder das instituições religiosas. “Tem igreja que consegue fazer o cara ficar quatro, cinco anos abstinente. Precisamos entender que tecnologia social é essa. Não dá pra ficar nessa queda de braço”, disse.

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