XXVI Congresso: excelência foi a marca da edição 2008
Realizado em Brasília de 15 a 18 de outubro, evento teve como característica a qualidade no acolhimento do congressista e o aprimoramento científico
O XXVI CBP - Congresso Brasileiro de Psiquiatria - chegou ao fim com balanço positivo. Os 4.587 inscritos tiveram acesso a uma programação
variada, preparada para discutir, com qualidade e profundidade, o tema central: a ciência e a ética em psiquiatria.
O presidente da ABP destaca a consolidação da excelência das atividades científicas. “Reunimos na capital federal os principais nomes da psiquiatria nacional e colegas de outros países, que trouxeram experiências inovadoras e também levaram daqui informações e vivências preciosas”, concluiu João Alberto Carvalho.
A Comissão Científica (Cocien) criou uma programação mais próxima das necessidades e interesses dos psiquiatras brasileiros. Para isso, antes de avaliar as sugestões de temas, fez um levantamento estatístico sobre as áreas temáticas mais procuradas nos congressos anteriores. “Fizemos a avaliação pelos temas de interesse, com base no que foi verificado nos últimos
anos, e pela qualidade científica dos apresentadores”, explicou o coordenador da Cocien, Geraldo Amaral.
Conferências - O Congresso manteve a tradição de trazer ao Brasil grandes nomes da psiquiatria mundial. Os participantes puderam assistir as conferências da australiana Helen Herrman, vice-presidente da Federação Internacional de Epidemiologia Psiquiátrica e diretora da Organização Mundial da Saúde (OMS), do psiquiatra britânico Kenneth Fulford e de Wulf Rössler, professor da Universidade de Heidelberg (Alemanha).
O evento também trouxe Fernando Lolas, especialista em psicossomática na Universidade do Chile, e Alfred Kraus, professor da Universidade de Heidelberg. Grandes nomes da psiquiatria nacional estiveram entre os conferencistas do XXVI CBP: Luiz Salvador de Miranda Sá, Miguel Chalub, Carol Sonrnreich e Luís Augusto Rohde. O evento ainda teve a participação da senadora Marina Silva.
Novidades - Pela primeira vez, a ABP realizou no seu congresso nacional o Programa de Desenvolvimento Profissional para Psiquiatras em Formação. A Associação patrocinou a inscrição, passagem aérea e hospedagem de 15 médicos residentes de várias regiões do país para o evento. Além do Programa Psiquiatra em Formação, a ABP formou o Conselho de Jovens Psiquiatras, criado especialmente para o XXVI CBP.
Pesquisas - Outro destaque do evento foi a realização da pesquisa que visa avaliar a formação e diagnosticar a presença do psiquiatra na rede pública. “Ao
emitir o certificado, cada congressista responde, em um formulário, se é
prestador do SUS”, explicou a coordenadora do estudo, Tatiana Moya.
A psiquiatra também coordenou outra pesquisa inédita, em parceria com o Ibope, que avaliou a atual situação da saúde mental na infância e adolescência no Brasil.
Sustentável – O XXVI CBP foi o primeiro evento médico do Brasil desenvolvido por meio de planejamento socioambiental. Foi coletada durante o Congresso mais de 1,5 tonelada de lixo reciclável (material repassado a uma cooperativa local). A ABP também vai calcular as emissões de gás carbônico no Congresso para fazer o plantio compensatório de árvores.
Comunidade – Outra atividade realizada paralelamente ao XXVI CBP foi o projeto Psiquiatria para uma Vida Melhor. Pela terceira vez, o ciclo de palestras gratuitas sobre saúde mental foi realizado durante o Congresso. Em Brasília, Taguatinga e Sobradinho, centenas de pessoas tiveram acesso a informações sobre saúde mental, oferecidas por especialistas ligados à Associação Brasileira de Psiquiatria.
Referência - O CBP caminha para ser o maior congresso científico do mundo na área de psiquiatria. “Hoje ocupamos o terceiro lugar de importância dos
congressos internacionais. Estamos no caminho certo para avançar ainda
mais”, destaca o presidente da ABP João Alberto Carvalho.
A diretora da Associação Mundial de Psiquiatria (WPA, na sigla em inglês), Helen Herrman, destaca a importância do evento no quadro internacional.
“O que mais impressiona neste Congresso, em especial, é como a Associação Brasileira de Psiquiatria consegue auxiliar a comunidade com trabalhos de educação e informação pública. Este conceito inovador serve de exemplo para todo o mundo”, destacou Helen.
A psiquiatra australiana, que é vice-presidente da Federação Internacional de Epidemiologia Psiquiátrica e diretora da Organização Mundial da Saúde (OMS), também elogiou a estrutura do evento brasileiro. “O Congresso é muito organizado e imenso. A infra-estrutura e o calor humano impressionam, especialmente para pessoas de fora que vêm participar ou assisti-lo”, finalizou.
CBP Express
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