Kandel fala sobre pesquisa em “ratos esquizofrênicos”

Cerca de mil pessoas lotaram a sala 202 do RioCentro, na manhã desta sexta-feira (4),  para ouvir o neurocientista austríaco, naturalizado americano, Eric Kandel . Vencedor do prêmio Nobel de Medicina de 2000, Kandel explicou aos congressistas detalhes da pesquisa desenvolvida por sua equipe, que usa camundongos geneticamente modificados para testar medicamentos contra a esquizofrenia.

Eric Kandel explicou que a pesquisa consiste em averiguar os sintomas cognitivos (a dificuldade de organizar idéias e trabalhar) e negativos (reclusão, isolamento social e falta de motivação) da esquizofrenia em camundongos. Ele disse não ser possível fazer a avaliação de respostas em relação aos sintomas positivos (ilusões, alucinações e loucura) por causa da dificuldade de observação, “não há como saber se um camundongo está tendo ilusões ou alucinações”, explicou Kandel.

O cientista afirmou que é possível observar nos camundongos características semelhantes às observadas na maioria dos esquizofrênicos, como problemas de memória de curto prazo, de interação social e de baixa motivação. Uma das conclusões a que chegou com a pesquisa, explicou Kandel, é que é possível utilizar camundongos para estudar outros transtornos mentais complexos e não só a esquizofrenia.  “Espero que isso leve a uma nova síntese para a psicologia cognitiva, que é uma parte poderosa, que fornece a plataforma para explicar o fenômeno mental”, afirmou o cientista, que também defendeu mudanças de paradigmas para maior integração entre psiquiatria, neurociência e psicologia.

Antes de começar a explicação dos estudos científicos, Kandel fez um breve relato sobre o início do seu interesse pela pesquisa, especificamente o estudo da memória.

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