Publicidade de bebidas alcoólicas é questionada por especialistas

Durante a conversa com Ruy Castro, na manhã desta quinta-feira (3), no XXIX CBP, o presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, Antônio Geraldo da Silva, questionou a veiculação de campanhas publicitárias que incentivam o consumo de álcool.

Para Ruy Castro, a campanha antitabagista é muito mais efetiva que a contra o uso de álcool. O escritor foi vítima de um câncer na laringe, em decorrência do consumo de cigarro e bebida alcoólica. “Indignava-me, há alguns anos, essa histeria antitabagista, pra mim isso não adiantava nada. E ficava indignado com a liberalidade, falavam de cerveja como se ela não fosse bebida alcoólica, como se não fizesse mal”.

Segundo Ruy Castro, o Brasil tem uma das legislações mais liberais do mundo em relação ao uso de bebidas alcoólicas. O autor lembrou que a Seleção Brasileira de Futebol recebe patrocínio de uma empresa que fabrica cerveja. Para ele, a prática esportiva não deveria estar associada ao uso de álcool. Ruy Castro também defendeu a Lei Seca. “As pessoas questionam, mas, nos
Estados Unidos, caiu drasticamente o número de doenças associadas à bebida depois da Lei Seca”.

Para a vice-presidente da APERJ, Analice de Paula Gigliotti, as pessoas ainda não formaram uma consciência adequada sobre os males que o álcool oferece por que há uma margem de segurança no consumo, o que não acontece com o cigarro. Gigliotti concordou ser absurdo que cervejarias patrocinem equipes esportivas. A atividade com Ruy Castro fez parte da campanha “A Sociedade contra o Preconceito”, que pretende unir psiquiatras e cidadãos contra o estigma em relação ao doente mental e ao profissional de saúde.

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